sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Deputada diz ter sido destratada em hospital público por ser da oposição

“Na política o que mais importa são os interesses coletivos”, declara Marileide ao relembrar os discursos emocionantes do governador Tião Viana no início da carreira política.


Em meio a troca de acusações entre a oposição e situação, e os inúmeros relatos da precariedade da saúde pública do Acre durante a reabertura dos trabalhos na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac), na manhã desta quarta-feira (1), a deputada estadual Marileide Serafim (PMN) relembrou o difícil momento enfrentado por ela quando esteve com sua saúde seriamente comprometida, sendo necessário sua transferência para fora do estado, no final do ano passado.
Fazendo comparações a princípio sem nexos, aos poucos, Marileide Serafim revelou diante dos convidados e dos demais colegas do legislativo o que ela chamou de “tratamento diferenciado” por ser uma deputada do bloco de oposição ao governador Tião Viana (PT).
“Que tristeza dizer que o mesmo homem [Tião Viana], que me fez chorar com aqueles discursos e me enchia de sonhos, hoje fez cessar minhas lágrimas.
Aos amigos, os favores. Aos adversários, que são tidos por este governo como inimigos, os rigores. Nas duas secretarias em que estive, fui maltratada. Mas o tempo é o senhor da razão”, relata.
“Aprendi muito nessa casa e também fiquei muito decepcionada. Sim, porque acreditava que o homem era um ser melhor, mas aqui aprendi que as serpentes traem. Estive num ninho de cobras.
Não me refiro a esta Casa, mas sim do ninho de cobras da política, onde o amor e o respeito ao próximo é o que menos importa. Na política o que mais importa são os interesses coletivos”, declara Marileide Serafim.
Um discurso carregado de reflexão, emoção e repúdio. Assim a deputada oposicionista relatou o tratamento recebido por alguns servidores da rede pública de saúde, deixando claro que não recebeu a atenção merecida por integrar o bloco de oposição.
“É preciso fazer uma reflexão e analisarmos as coisas boas realizadas, bem como também aquelas que não foram realizadas. Por sermos da oposição temos um olhar mais crítico.
E nas críticas está justamente nossa maior contribuição, pois conseguimos reparar aquilo que não foi feito pelo povo, e isso nos rende o papel de carrasco da política. Eu pude sentir isso quando estive internada naquela Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)”, relembra Marileide.
“Quero lembrar aqui que não sou inimiga de ninguém, nem do governador e nem quero que ele me tenha como inimiga. Eu apenas sonho com um Acre melhor e lamento ter sido destratada e desconsiderada.
Tudo que quero é pelo menos educação e deixo aos senhores a seguinte mensagem: Acima de um homem está Deus, e ele muda o destino do povo”, concluiu Marileide Serafim.

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